Responsável pela Timemania, Caixa não acompanha o balanço financeiro dos clubes

Em audiência pública na Comissão do Proforte (Projeto de Lei 6753/13), na manhã desta terça-feira (5), o gerente Nacional de Administração de Passivos (FGTS) da Caixa, Henrique José Santana, afirmou que o banco não controla nem acompanha os balanços financeiros dos clubes de futebol. A informação foi uma resposta ao questionamento do deputado federal Romário (PSB-RJ) no debate sobre as dívidas. A Caixa é responsável pelo repasse de 22% da arrecadação da Timemania para sanar débitos dos clubes com o INSS e FGTS.

“A loteria oferece o produto, arrecada e faz o repasse. Nós não controlamos as dívidas dos clubes”, afirmou o Henrique José Santana. Na audiência, os parlamentares debateram alternativas para tornar a Timemania mais atrativa.

Atualmente, segundo Santana, a dívida dessas entidades com o FGTS chega a R$ 330 milhões. Ele não quis detalhar os números, mas disse que a maioria dos clubes vem honrando o parcelamento da dívida passada e atualmente paga corretamente o FGTS.

O gerente ainda informou à comissão que, dos R$ 330 milhões de dívidas de FGTS dos clubes, R$ 280 milhões são dos 63 times de futebol ativos na Timemania. Os outros R$ 50 milhões são de outros 556 pequenos clubes brasileiros, dos quais apenas 12 parcelaram suas dívidas.

Uma das propostas apresentadas para tornar a Timemania mais atrativa é isentar a loteria do pagamento de imposto de renda. O gerente Nacional de Negócios Lotéricos da Caixa Econômica Federal, Iuri Ribeiro da Silva e Castro, afirmou que a proposta é positiva porque a experiência do mercado mundial revela que as vendas tendem a crescer quando a parcela do prêmio é maior. A Timemania passou de R$ 120 milhões anuais para R$ 250 milhões no ano passado.

No período da tarde, uma nova audiência ouviu o presidente do Coritiba Futebol Clube (PR), Vilson Ribeiro de Andrade e o diretor Jurídico do Goiás Esporte Clube (GO), João Bosco Luz de Morais. O representante do Coritiba apresentou uma proposta de pagamento da dívida que prevê uma quitação progressiva do débito. Nos primeiros dois anos, os clubes pagariam apenas 5% do montante. A porcentagem progrediria para 25%, 30% e 40%, até a quitação total ao longo de 20 anos.

Com informações da Agência Câmara

Dívidas dos clubes com a União somam R$ 2 bilhões

O coordenador-geral da Dívida Ativa da União, Luiz Roberto Beggiora, apresentou nesta quarta-feira (11), na Câmara dos Deputados, o valor das dívidas de 100 clubes brasileiros com a União. Somados até o ano de 2012, os débitos da Previdência Social, da dívida ativa e de impostos chegam a R$ 2 bilhões. O tema foi discutido na Comissão Especial do Proforte, que busca uma alternativa para o endividamento dos clubes.

Apesar de elevados, os valores ainda não contabilizam as dívidas com o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Para a surpresa dos deputados, o clube que acumula a maior dívida é o Brasiliense, com débitos de R$ 304 milhões. O clube foi fundado há apenas 13 anos. “Eu não esperava que um clube tão jovem devesse tanto à União”, declarou Romário. A dívida do clube do Distrito Federal está à frente de times como o Flamengo, que deve R$ 253 milhões, e do Corinthians, com R$ 167 milhões.

Clubes podem renegociar dívidas ainda esse ano com até 45% de desconto

Mesmo sem o Proforte, os clubes poderão obter um desconto de 30 a 45% em suas dívidas se renegociarem com o governo até o próximo dia 31. A informação também foi dada por Beggiora. De acordo com ele, o prazo foi reaberto em outubro pela Lei 12.865/2013.

Com esta lei, os devedores poderão parcelar, em até 180 meses, ou quitar integralmente seus débitos à vista com a Receita Federal. Porém, quanto menor o prazo de pagamento, maior o desconto sobre multas de mora e encargo legal.

Dívidas: presidente do Botafogo diz que clubes grandes podem fechar as portas

Por causa das dívidas, o presidente do Botafogo, Maurício Assumpção, anunciou que o clube pode acabar com todos os investimentos em esportes olímpicos no próximo ano. Em 2012, o Botafogo registrava o segundo maior endividamento tributário entre os clubes brasileiros, R$ 469 milhões. Logo depois do Flamengo, com débitos de R$ 407 milhões, e seguido pelo Fluminense, com R$ 273 milhões em dívidas. A declaração foi dada durante audiência pública na comissão especial do projeto de Lei 6753 de 2013, que cria o Programa de Fortalecimento do Esporte Olímpico (Proforte), nesta terça-feira (10).

“Estamos tentando procurar um rumo para o pagamento dessas dívidas, se isso não acontecer, eu posso garantir que vai ter clube de futebol de primeira divisão fechando as portas”, disse. De acordo com Assumpção, o esporte representa 17% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, destes, 80% vêm diretamente do futebol.

“O Botafogo tem uma das maiores dívidas do futebol brasileiro e eu quero pagá-la tim-tim por tim-tim, eu não aceito outra condição, eu só quero condição para pagar”, continuou o presidente.

O deputado federal Romário (PSB-RJ), que convocou a audiência, elogiou a postura do dirigente. “Fico feliz de ouvir que ninguém veio aqui para mendigar, todos querem pagar suas dívidas”, declarou o parlamentar carioca. Em seguida, Romário sugeriu que Assumpção deve comandar a Confederação Brasileira de Futebol: “Se Deus quiser, o futuro presidente da CBF”.

Também presente na reunião, o diretor de finanças do Corinthians, Raul Correa, apresentou números que indicam que, nos últimos cinco anos, a receita total dos principais clubes brasileiros cresceu 122%. No mesmo período, no entanto, as dívidas registraram aumento de 74%.

O Proforte propõe que os clubes paguem apenas 10% das dívidas com a União e invistam os 90% restantes na formação de atletas. O relator da proposta, deputado Otávio Leite (PSDB-RJ), destacou que é “indispensável” a criação de uma responsabilidade fiscal nos clubes e questionou a forma como será feita a fiscalização da proposta apresentada.

Paulo André, do Bom Senso FC
Paulo André, do Bom Senso FC

Bom Senso critica fair play financeiro paulista

Representando o Bom Senso Futebol Clube, o jogador Paulo André, defendeu um limite no pagamento de direito de imagem. De acordo com o jogador, os clubes pagam hoje a maior parte dos rendimentos dos atletas no direito de imagens e registram um baixo rendimento na carteira de trabalho.

Paulo André também criticou o fair play financeiro implementado pela Federação Paulista, onde o jogador pode notificar a federação em caso de não pagamento de salário. O clube, então, teria 48 horas para pagar a dívida. Em caso de não pagamento, perderia três pontos no campeonato. “Uma vez que o atleta faz isso, ele fica exposto à mídia e à torcida e pode nunca mais jogar em um time paulista”, reclamou.

PSB-RJ lamenta falecimento de Nelson Mandela

O PSB do Rio de Janeiro lamenta o falecimento, em Johannesburgo, do ganhador do Prêmio Nobel da Paz de 1993 e maior ícone da luta contra a segregação racial na África do Sul, Nelson Mandela. Em seus 95 anos de vida, 27 destes vividos na prisão de Robben Island, Mandela levou seu povo a vivenciar a liberdade, a justiça e a democracia, direitos inegociáveis que por tantos anos lhe foram furtados.

Graças a sua luta, chegou ao fim o regime racista do apartheid, vigente entre 1948 e 1993. Mas “Madiba”, como também era chamado, foi além. Quando assumiu a presidência da África do Sul, assumiu a missão de libertar seu povo da cultura de segregação racial e o fez através do incentivo à paixão nacional pelo rugby e de discursos pacifistas que ecoaram mundialmente.

“Lutei contra a dominação branca, e lutei contra a dominação negra. Cultivei o ideal de uma sociedade democrática e livre, na qual todas as pessoas vivem juntas em harmonia e com oportunidades iguais. Esse é um ideal pelo qual eu espero viver e alcançar. Mas, se for necessário, é um ideal pelo qual estou preparado para morrer”, registrou Mandela em um discurso de três horas durante seu julgamento, em 1964, quando foi acusado de sabotagem e traição. Com esta mensagem, Mandela lançava ao mundo mensagens de fraternidade e paz.

Ainda precisaremos de muitos anos para avaliar o real tamanho de suas conquistas. Afinal, o mundo carece de lições como as que pregava Nelson Mandela. De modo que é prematuro mensurarmos a grandeza de sua obra pela humanidade.

Rio de Janeiro/RJ, 06 de dezembro de 2013.

Romário Faria
Presidente PSB/RJ

Comissão especial sobre dívidas dos clubes vai ouvir Bom Senso

Representantes do Bom Senso Futebol Clube, grupo de jogadores profissionais que defende melhorias no esporte, devem ser ouvidos na próxima terça-feira (10) na Câmara dos Deputados. O grupo foi convidado pelo deputado federal Romário (PSB-RJ) para debater o endividamento dos clubes na Comissão Especial do Proforte.

Além do Bom Senso, também serão convidados para a audiência o diretor de finanças do Corinthians, Raul Correa da Silva, representantes da Confederação Brasileira de Futebol e da Federação Nacional dos Atletas Profissionais de Futebol (Fenapaf).

Este será o segundo debate do colegiado que analisa o projeto de Lei 6753 de 2013, a polêmica proposição permite que os clubes paguem apenas 10% das dívidas com a União e invistam os 90% equivalentes na formação de atletas olímpicos. Nesta quarta-feira (4), a comissão ouviu os times das séries B, C e B (leia mais aqui).

A série de audiências, que pretende traçar o histórico, perfil e valor das dívidas dos clubes, ainda pretende ouvir jornalistas esportivos, clubes da série A, comitês Olímpico e Paralímpico, Fundação Getúlio Vargas, federações e confederações esportivas e o ministério do Esporte.

CBF foge do debate sobre arbitragem no futebol

A audiência pública, desta terça-feira (3), na Comissão de Turismo e Desporto para debater a arbitragem no futebol brasileiro e as recentes decisões do Superior Tribunal de Justiça Desportiva foi marcada pela ausência de representantes da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). “Mais uma vez a CBF não comparece. Aqueles que tinham que estar, não estão”, reclamou o deputado Romário (PSB-RJ).

Na reunião, o presidente da Associação Nacional de Árbitros de Futebol (ANAF), Marco Antônio Martins, defendeu a independência dos árbitros e reclamou do não pagamento do direito de imagem aos juízes e dos sorteios dos árbitros para participação nos jogos. Eles acreditam que este “sorteio” pode influenciar no resultado dos jogos. “Eles não apresentam justificativas para a exclusão de um ou de outro”, declarou Marco Antônio.

O deputado federal Romário acredita que enquanto a ANAF não tiver autonomia para indicar os árbitros para as partidas e esta tarefa continuar sendo exercida pela Comissão de Arbitragem da CBF, as soluções não irão aparecer. Para ele, a corrupção da CBF influencia toda a arbitragem no Brasil. O baixinho avalia ainda que as falhas destes profissionais acontecem por falta de capacitação e defende mais suporte para a categoria. “É lastimável ver a atuação de alguns árbitros”, lamenta.

Ao final da audiência, o parlamentar se colocou a disposição dos profissionais para reformular a legislação e dar mais autonomia aos árbitros. “Vamos tirar das asas da CBF”, declarou.

Conheça os parlamentares com deficiência que lutam por inclusão na Câmara

Os avanços do parlamento em favor das pessoas com deficiência são especialmente garantidos por três deputados federais que tem em comum a deficiência física: deputada Mara Gabrilli (PSDB-SP), deputada Rosinha da Adefal (PTdoB-AL) e o deputado Walter Tosta (PSD-MG) . Obviamente, eles não são os únicos, um número importante de deputados lutam pela causa, mas o trabalho destes três tem um simbolismo especial, por representar a capacidade de superação de suas próprias barreiras para lutar pelo direito de outras pessoas.

O deputado federal Romário (PSB-RJ), avalia que a presença deles na Câmara é fundamental para que os direitos das pessoas com deficiência sejam efetivados. “Ninguém tem mais propriedade para atuar por estas bandeiras do que quem sente na pele, por ter uma sensibilidade especial. A presença deles aqui engrandece este parlamento, além do trabalho, pela beleza. Rosinha e Mara são minhas musas”, elogia Romário. Rosinha também reforça a importância de deputados deficientes na Câmara: “quem não é visto não é lembrado”, sintetiza.

As histórias de vida destes três deputados demonstram porque a causa da deficiência deve ser defendida por todos os cidadãos, nenhum deles nasceu com deficiência, mas se tornaram em um trágico momento de suas vidas, seja por doença, acidente ou violência.

A tragédia que mudou a vida da deputada Mara Gabrilli aconteceu em 1994, quando – então com 26 anos – ela sofreu um grave acidente de carro que a deixou tetraplégica. Você não leu errado, Mara é tetraplégica, não move uma só parte do seu corpo do pescoço para baixo. Sua condição é tão inédita, que a Câmara dos Deputados foi obrigada a reformar o Plenário para recebê-la. A deficiência não a tornou inválida, muito pelo contrário, a tornou uma defensora das pesquisas que ajudem a reabilitar pessoas. No parlamento, Mara é relatora do projeto de Lei 4411/2012, do deputado Romário, que facilita a importação de material para pesquisa científica no País.

Outra parlamentar com um trabalho exemplar é a deputada federal Rosinha da Adefal. Ela perdeu a mobilidade das duas pernas aos dois anos de idade, quando foi acometida por poliomielite (paralisia infantil). Em seu nome parlamentar, Rosinha carrega o nome da Associação dos Deficientes Físicos de Alagoas, Adefal, que demonstram que sua luta começou há tempo, no seu próprio estado.

Já o deputado federal Walter Tosta foi vítima da violência urbana, segundo sua assessoria, ele ficou paraplégico aos 15 anos, após ser atingido por uma bala perdida no Rio de Janeiro. Tosta foi relator de um projeto importantíssimo para as pessoas com deficiência na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados, o projeto da aposentadoria especial para as pessoas com deficiência. Já sancionada, a Lei, que reduz a tempo de contribuição destas pessoas em até 10 anos, entrará em vigor definitivamente hoje, com a assinatura do decreto regulamentar pela presidente Dilma Roussef.

Neste Dia internacional da Pessoa com Deficiência, eles fizeram uma avaliação das conquistas da sociedade. Tosta defende a celebração da data, acredita na afirmação de direitos, que através dos movimentos estaduais e federais têm se concretizado. Já a deputada Mara Gabrilli avalia que nos últimos anos a vida do deficiente físico melhorou, mas que ainda existe um caminho árduo pela frente. Para Rosinha, essa, assim como outras datas, é um momento de chamar atenção, conscientizar e promover a igualdade. “Um dia extremamente positivo”, comemora.

Deficiência: Dilma diz que aposentadoria especial vai considerar local de moradia e trabalho

A presidente Dilma Rousseff sancionou no final da manhã desta terça-feira (3), no Palácio do Planalto em Brasília, o decreto que regulamenta a aposentadoria especial para pessoas com deficiência. As novas regras, aprovadas pelo Congresso, reduzem em até dez anos o tempo de contribuição de pessoas com deficiência grave, por exemplo. Durante a cerimônia, Dilma adiantou que um dos critérios para a concessão da aposentadoria será o meio em que a pessoa vive e seu local de trabalho.

“Há uma enorme diferença entre um deficiente que mora no Morro do Alemão e trabalha no Leblon e outro que trabalha em uma grande empresa”, apontou Dilma. Para a presidente, considerar estes aspectos será fundamental nas avaliações de concessão de aposentadoria. Dilma ainda lembrou que estas novas regras chegam com atraso de 25 anos, porque foram previstas na Constituição de 1988. Para ela, a mudança na Lei inaugura uma nova era no tratamento dos deficientes físicos. “Deficiência não é invalidez, não é doença e deve ser respeitado, com direito previdenciário diferenciado”, declarou.

Presente no evento, o deputado federal Romário foi lembrado nos discursos da presidente Dilma e da Secretária de Direitos Humanos, Maria do Rosário. A ministra destacou o trabalho da Frente Parlamentar em Defesa das Pessoas com Deficiência da Câmara dos Deputados, presidida pela deputada Rosinha da Adefal, na aprovação da nova lei.

Para Romário, as mudanças representam um enorme avanço. “A pessoa com deficiência, por sua própria condição humana, precisa de um tratamento especial. A vida laboral de uma pessoa com deficiência tem um peso diferente de uma pessoal dita normal, então, é natural que o tempo de contribuição seja menor”, comemorou o parlamentar carioca.

O decreto foi assinado hoje, mas só será publicado no Diário Oficial amanhã, a partir de então, os deficientes deverão verificar com o INSS os novos critérios de concessão de aposentadoria especial.

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicam que existem no Brasil aproximadamente 45 milhões de pessoas com alguma deficiência, o que representa 23,91% da população.

Entenda as novas regras

O ministro da Previdência Social, Garibaldi Alves explicou que o segurado que tenha uma deficiência grave poderá solicitar a sua aposentadoria aos 25 anos de contribuição – no caso dos homens – e depois de 20 anos, se for mulher.

No caso da pessoa com deficiência moderada, o requerimento do benefício poderá ser feito pelos homens que contribuírem com a Previdência durante 29 anos ou pelas mulheres que possuírem 24 anos de contribuição.

O segurado com deficiência leve terá direito à aposentadoria depois de 33 anos de tempo de contribuição, se homem, e 28 anos, no caso das mulheres. O período normal exigido para a concessão de aposentadoria por tempo de serviço é de 35 anos para os homens e de 30 para as mulheres.

Instalada comissão para analisar projeto sobre as dívidas dos clubes

Brasília – A Câmara dos Deputados instalou nesta quarta-feira (27) uma comissão especial para analisar o projeto de Lei (PL) 6753 de 2013, do deputado Renan Filho, que cria o Programa de Fortalecimento do Esporte Olímpico (Proforte). O polêmico projeto propõe que os clubes paguem apenas 10% das dívidas com a União e invistam os 90% restantes na formação de atletas. Embora o projeto sugira o fortalecimento do esporte olímpico, durante esta primeira reunião, os deputados trataram apenas de futebol. O PL é visto como uma anistia das dívidas dos clubes.

O deputado federal Jovair Arantes (PTB-GO), declaradamente favorável ao projeto, foi eleito presidente da comissão especial. Os deputados Vicente Cândido (PT-SP), Asdúbral Mendes (PMDB-PA) e Deley (PTB-RJ) foram eleitos, respectivamente, 1º, 2º e 3º vice-presidentes. A relatoria ficou com o deputado federal Otávio Leite (PMDB-RJ).

Um das poucas vozes contrárias à anistia, o deputado federal Romário Faria (PSB-RJ) elogiou a indicação de Otávio Leite para a relatoria.

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“Tenho certeza que ele fará um relatório favorável ao esporte brasileiro, é uma pessoa séria e em quem confio”, declarou.

O relator já apresentou seu plano de trabalho, ele dividiu a discussão do projeto em seis eixos: dívida, governança e transparência,

formação de atletas, loterias, relação de trabalho e organização. Romário pediu para trabalhar nos grupos de relação de trabalho e organização, mas declarou que vai opinar em todos os temas.

Uma das principais missões da comissão será descobrir o real valor da dívida dos clubes, hoje estimada em R$ 4 bilhões. O grupo terá a primeira reunião oficial na próxima terça-feira (3).

Acidente no Itaquerão – Logo após a eleição da mesa, os membros da comissão lamentaram o grave acidente que aconteceu na tarde desta quarta-feira (27) na obra do estádio Itaquerão (SP), que deixou três operários mortos. De pé, os parlamentares pediram um minuto de silêncio em respeito às vítimas. Antes, a Comissão de Turismo e Deporto (CTD) da Câmara, teve o mesmo gesto. Por sugestão de Romário, a CTD deve voltar ao estádio depois do acidente e pedir informações ao engenheiro chefe da obra pelo ocorrido. Na última segunda-feira (25), um grupo de parlamentares esteve no local.

CCJ aprova redução da pena de preso que praticar esportes regularmente

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou, nesta terça-feira (19), proposta que estende ao preso que praticar atividades desportivas regulares o benefício da remição de pena. O texto estabelece que, para cada 12 horas de frequência desportiva dividida, no mínimo, em seis dias alternados, a pena será diminuída em um dia. Atualmente, a Lei de Execução Penal (7.210/84) prevê a mesma redução a cada 12 horas de frequência escolar ou três dias de trabalho aos condenados em regime fechado ou semiaberto. O texto aprovado segue agora para análise do Plenário da Câmara.

O relator na CCJ, deputado Luiz Couto (PT-PB), apresentou parecer pela constitucionalidade e, no mérito, pela aprovação do Projeto de Lei 5516/13, com a emenda apresentada anteriormente na Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado. A proposta original é de autoria dos deputados Jô Moraes (PCdoB-MG), Paulo Teixeira (PT-SP) e Romário (PSB-RJ).

Emenda – A emenda, do deputado Amauri Teixeira (PT-BA), explicita que a prática desportiva que deve ser levada em conta para fins de remição da pena é apenas a que se submete à Lei Geral do Desporto (9.615/98). Teixeira também tornou obrigatório que a atividade seja orientada por profissional de educação física e supervisionada pela autoridade responsável pela administração do estabelecimento penal.

O texto também determina que as horas diárias de trabalho, de estudo e de desporto serão definidas de forma a se compatibilizarem para a contagem cumulativa de dias para remição, e que o preso que ficar impossibilitado, por acidente, de prosseguir com essas atividades continuará a ter o benefício.

Registro – Além disso, assim como já ocorre nos casos de trabalho e estudo, as administrações dos presídios terão de encaminhar mensalmente ao juízo da execução cópia do registro de todos os condenados que estiverem exercendo prática desportiva, com informações sobre as atividades de cada um deles.

Fonte: Agência Câmara

Entra em vigor prazo de aposentadoria especial para pessoas com deficiência

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Entrou em vigor, no último sábado (9), a Lei Complementar nº 142, que reduz a idade e o tempo de contribuição à Previdência Social para a aposentadoria de pessoas com deficiência. As novas regras foram aprovadas pelo Congresso Nacional e sancionadas pela presidente Dilma Rousseff no primeiro semestre deste ano.

Com a nova lei, homens com deficiência grave passam a ter direito a aposentadoria após 25 anos de contribuição, enquanto as mulheres, depois de 20 anos. Quando a deficiência for moderada, o tempo de contribuição passa para 29 anos e 24 anos, para homens e mulheres respectivamente. Não houve redução para os portadores de deficiência leve, pois, nestes casos, não há impedimentos e dificuldades que justifiquem um tempo menor de contribuição.

“A aprovação dessa lei é uma grande conquista para a sociedade. Isso demonstra que o Brasil começou a entender que as pessoas com deficiência devem ter um tratamento especial. Apesar do preconceito que ainda existe, nós estamos conseguindo mudar a mentalidade dessas pessoas e reverter esse quadro a favor das pessoas com deficiência”, avalia ao deputado federal Romário (PSB/RJ).

A lei define ainda que, homens poderão se aposentar aos 60 anos e, mulheres aos 55 anos de idade, independentemente do grau de deficiência, desde que cumprido o tempo mínimo de contribuição de 15 anos e comprovada a existência de deficiência durante igual período. O Poder Executivo definirá as deficiências grave, moderada e leve. Caberá aos peritos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) atestarem o grau de deficiência do segurado, se filiado ou com filiação futura ao Regime Geral de Previdência Social (RGPS).

Para contar com o benefício previsto, os segurados terão de comprovar a deficiência durante todo o período de contribuição. Para aqueles que adquiriram a deficiência após a filiação ao RGPS, os tempos diminuídos serão proporcionais ao número de anos em que o trabalhador exerceu atividade com deficiência.

Com informações da Agência Brasil

Protestos: FIFA acredita que Copa no Brasil será maior desafio da entidade

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(Foto: Thomas Søndergaard/Play the Game).

“A Copa do Mundo no Brasil será o maior desafio da FIFA”, afirmou o diretor de comunicação da entidade que comanda o futebol mundial, Walter de Gregório, nesta quarta (30). A declaração foi dada em reposta a um jornalista que questionou como a FIFA vai proceder diante dos protestos na sede da Copa de 2014, na conferência Play The Game, na Dinamarca.

“Ficamos surpresos assim como muitos brasileiros ficaram, mas investimos muito. Os black blocks não terão sucesso e serão contidos se tentarem invadir qualquer jogo da Copa”, completou sem esconder que a entidade tem acompanhado de perto as manifestações. A FIFA justificou a resposta com base em informações de que os mascarados ameaçam paralisar uma das partidas durante o mundial de futebol.

Walter de Gregório disse ainda que a Copa do Mundo será um bom momento para ajudar ou atrapalhar as eleições que acontecerão três meses após a competição. Muitos palestrantes acreditam que a oposição dos brasileiros aos gastos públicos nos megaeventos acontecerá com mais vigor em 2014.

Os conferencistas avaliam ainda que, pela primeira vez na história de um mundial, a população do país anfitrião pode se tornar a arma mais poderosa contra os desmandos da FIFA. “O Brasil está percebendo que a vantagem de sediar um grande evento pode se tornar uma desvantagem”, declarou Mark Pieth, presidente do Comitê Independente de Gestão da FIFA.

O encerramento do evento, nesta quinta-feira (31), promete esquentar. No painel, Megaeventos e Democracia: o Desafio Brasileiro, são esperados o secretário executivo do Ministério do Esporte, Luis Fernandes, o diretor de comunicação do Comitê Organizador Local da Copa 2014, Saint-Clair Milesi, o auditor da Controladoria Geral da União, Brenno de Souza, a professora da USP, Kátia Rúbio, e o repórter investigativo britânico Andrew Jennings.

Play the Game: conferência mundial discute democracia no esporte

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(Foto: Thomas Søndergaard/Play the Game)

Começou nesta segunda-feira (28), uma das maiores conferências mundiais sobre esporte, organizada pela respeitada entidade dinamarquesa Play The Game. O tema deste ano é Intensificando a Democracia no Esporte e acontece em Aarhus, na Dinamarca, até o dia 31. A instituição é minha parceira há dois anos e fui convidado para participar, mas a minha agenda legislativa não permitiu. Eu falaria sobre o acompanhamento que tenho feito dos gastos públicos com a Copa 2014 e com os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos Rio 2016.

Alguns dos maiores especialistas de vários setores do esporte apresentarão propostas e participarão de debates visando melhorar a gestão esportiva ao redor do planeta. Como o Brasil é a próxima sede da Copa do Mundo, devemos ficar ligado no que vai ser discutido nesse encontro internacional. Os caras vão falar, entre outras coisas, sobre doping, partidas de futebol arranjadas, leis do esporte, gestão e, claro, megaeventos e seus potenciais legados. Acompanhe pelo site: www.playthegame.org

A organização convidou mais de 200 expositores, de 39 países. Entre eles, sete brasileiros estarão presentes. Os mais esperados, no entanto, são o secretário executivo do Ministério do Esporte, Luís Fernandes, e o diretor de comunicação do Comitê Organizador Local da Copa do Mundo 2014, Saint Clair Milesi.

Os dois, ao lado do meu amigo, o jornalista britânico Andrew Jennings, do representante da Controladoria Geral da União, Bruno de Souza, e da professora da USP Kátia Rúbio, farão parte do painel Mega eventos e Democracia: o Desafio Brasileiro, na quinta-feira (31).

Muito legal que as autoridades brasileiras responsáveis pela organização dos megaeventos esportivos tenham sido convidadas e, principalmente, que não tenham fugido do diálogo. Espero que eles levem os números exatos e informações precisas à Dinamarca pois, apesar da distância, estarei acompanhando e confrontarei qualquer dado manipulado e irreal.

Devemos ficar atentos também porque vai rolar a participação inédita da FIFA na conferência. Desde 1997, é a primeira vez que a entidade envia um representante para participar da mesa de debates. O diretor de comunicação, Walter de Gregório, vai falar sobre o processo de reforma da FIFA. Só vendo mesmo pra acreditar que a toda poderosa entidade que comanda o futebol mundial vai mudar um dia. Mas vamos aguardar e acompanhar para ver o que o cara tem pra dizer.

Como não poderia ser diferente o Brasil tem sido um dos principais assuntos na conferência. Em seu discurso de abertura, o diretor do Instituto Play the Game, Jens Andersen, que organiza o encontro, se referiu ao nosso país diversas vezes e lembrou a grande responsabilidade que é sediar a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos e Paralímpicos.

“Os protestos populares contra a corrupção no Brasil nos últimos tempos, mostra que o país que vai sediar os próximos megaeventos esportivos, inegavelmente, vem desempenhando um papel de liderança no cenário mundial ao quebrar o silêncio fúnebre que dominou a política esportiva por tantas décadas”, disse.

Concordo com ele. Nós precisamos aproveitar essa oportunidade para mudar o sistema esportivo em geral. De que maneira? Cobrando mais transparência nos investimentos com dinheiro público, mais democracia nas eleições das federações, confederações e comitê olímpico, e o uso mais responsável e sustentável das estruturas construídas para receber os megaeventos. Segundo Jens Andersen, sem essas garantias, as organizações esportivas permanecerão como parte do problema ao invés de ser tornarem os responsáveis por apresentar a solução.

E, assim como eu tenho repetido inúmeras vezes desde que tomei posse na Câmara dos Deputados, Jens também sugeriu que a mudança deve começar com uma melhor gestão no esporte e com o combate incansável contra a corrupção. E anunciou, logo na abertura da conferência, o lançamento de um importantíssimo projeto para melhorar a administração nas organizações esportivas internacionais.

Romário

Audiência com jogadores será realizada no dia 28

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Por iniciativa do deputado federal Romário (PSB-RJ), a Comissão de Turismo e Desporto da Câmara dos Deputados vai debater, no próximo dia 28, o calendário do futebol nacional de 2014, apresentado pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Atletas, representantes da CBF, da TV Globo e do Ministério do Trabalho foram convidados para a audiência, que será às 14h30. A audiência estava marcada para o dia 21, mas foi alterada a pedido dos jogadores.

Além do calendário, outros assuntos que devem entrar na pauta são: férias, período de pré-temporada, fair play financeiro, garantias trabalhistas e participação dos atletas nos conselhos técnicos das entidades de administração desportiva que regem a atividade. Os pontos foram apresentados pelo grupo Bom Senso FC, que reúne jogadores profissionais.

Para Romário, o tema deve ser discutido em um ambiente democrático, onde os torcedores também possam acompanhar a discussão. “O ambiente propício para esta troca de ideias, que visa melhorar o esporte mais amado pelo brasileiro, é a Câmara dos Deputados. Mas não só por isso, temos que lembrar que o calendário proposto fere leis trabalhistas”, declarou. Na última segunda-feira, uma comissão de atletas apresentou um dossiê ao presidente da CBF, José Maria Marín. Ele ainda não se pronunciou sobre os pontos levantados.

Para a reunião do dia 28, foram convidados o Diretor de Competições da CBF, Virgílio Elísio; o secretário Nacional de Futebol e Defesa dos Torcedores, Toninho Nascimento; o presidente da Federação Nacional dos Atletas Profissionais de Futebol, Alfredo Sampaio; a Consultora Jurídica do Ministério do Trabalho e Emprego, Cacilda Lanuza da Rocha Duque; e os atletas: Paulo André Benini e Alexandre Rodrigues da Silva (Corinthians), José Roberto da Silva Júnior (Grêmio), Alex de Souza (Coritiba), Rogério Ceni (São Paulo) e Diego Cavalieri (Fluminense). Um representante da TV Globo também será convidado.

Comissão aprova concessão de Bolsa-Atleta a guias de esportistas deficientes visuais

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Romário acredita que a Bolsa-Atleta tem sido um incentivo relevante para impulsionar o esporte paraolímpico.

A Comissão de Turismo e Desporto aprovou, neste mês de outubro, o Projeto de Lei 5372/13, da deputada Sandra Rosado (PSB-RN), que permite a concessão de Bolsa-Atleta aos atletas-guia que competem e treinam junto com os atletas paraolímpicos com deficiência visual das categorias T11 e T12.

O projeto altera a Lei 10.891/04, que prevê bolsas mensais para os atletas paraolímpicos de R$ 1.850 a R$ 15 mil, dependendo dos resultados obtidos por eles.

A categoria T11 engloba desde os atletas totalmente privados da percepção da luz aos que a percebem, mas são incapazes de reconhecer o formato de uma mão a qualquer distância ou em qualquer direção, o que os faz sempre depender de atletas-guia durante treinos e competições.
Já na categoria T12, apenas alguns são auxiliados por atletas-guia. Nela estão desde atletas com a capacidade de reconhecer o formato de uma mão àqueles com acuidade visual de 6/60 e/ou com campo visual maior do que 5º e menor do que 20º.

A proposta define, como requisito necessário para a concessão do benefício aos atletas-guia, a comprovação do período mínimo de 12 meses de treinamento. A ideia, segundo a autora, é “evitar oportunismos”. O atleta-guia da categoria T12 deverá, adicionalmente, apresentar documento fornecido por entidade de prática desportiva comprovando que o atleta com o qual compete necessita de atleta-guia. A definição da categoria da bolsa do guia dependerá de avaliação dos resultados do atleta paraolímpico.

O parecer do relator, deputado Romário (PSB-RJ), foi favorável ao projeto. “Esse incentivo tem se mostrado relevante política pública para impulsionar o desporto paraolímpico do País”, disse. “Dos 182 atletas que defenderam a bandeira brasileira nos Jogos Paralímpicos de Londres, em 2012, 156 treinavam com o apoio do Programa Bolsa-Atleta”, complementou. Ele considera necessária a inclusão dos atletas-guias como possíveis beneficiários do incentivo.

De acordo com Romário, muitos atletas-guia trabalham como voluntários. Ou seja, têm outras atividades e apoiam os paraolímpicos nas horas vagas. Com a mudança, ele acredita que eles poderão se dedicar integralmente à atividade. Atualmente, em casos mais extremos, os atletas deficientes visuais dividem a bolsa com seus guias.

Tramitação – Agora a proposta será analisada pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Aprovado nestas comissões, será analisado no Senado.

Sancionada MP que limita o tempo de mandato de dirigentes esportivos

A Medida Provisória 620, sancionada pela presidenta Dilma Rousseff e publicada na edição desta quarta-feira (16) do Diário Oficial da União, limita em oito anos, com direito a uma reeleição na metade do período, o mandato de dirigentes em entidades do esporte brasileiro. O texto sancionado por Dilma estabelece ainda que as entidades terão que prestar contas, em meios eletrônicos, sobre dados econômicos e financeiros, contratos, patrocínios, direitos de imagem e outros aspectos de gestão. Além disso, elas precisam ainda dar aos atletas vinculados direito a voto e participação na direção. As novas regras entram em vigor em abril de 2014.

As entidades vinculadas ao Sistema Nacional do Desporto terão de se adequar a nova medida dentro do prazo estabelecido para receber recursos públicos do governo federal, tanto de forma direta como indireta. Os mandatos de dirigentes eleitos antes da vigência da lei serão respeitados. O Ministério do Esporte ficará responsável pelo cumprimento das exigências desta MP.

O deputado federal Romário, que tem lutando por gestões profissionais no esporte, comemorou sanção do texto, mas lamentou que a medida não atinja a Confederação Brasileira de Futebol. “Infelizmente a CBF fica de fora da nova regra, porque eles não recebem recursos públicos”, declarou.

romrio e atlestas no senado
Romário em audiência no Senado com Cristovam Buarque e ex-atletas.

Rendimento de atletas brasileiros nas Olimpíadas de Londres gerou crise

O baixo desempenho dos atletas brasileiros nas Olimpíadas de Londres acendeu uma luz vermelha na gestão do esporte no Brasil. Apesar do Comitê Olímpico Brasileiro COB) ter recebido R$ 100 milhões a mais para preparar os atletas, em relação à Olimpíada de Pequim, o desempenho da delegação brasileira ficou abaixo do esperado. Foram 15 medalhas, em 2008, e 17, em 2012. Para piorar o quadro, alguns atletas medalhistas não foram patrocinados pelo Governo.

O fato é que a crise levantou uma série de discussões sobre as gestões esportivas no País. O problema mais apontado por autoridades e atletas é a falta de alternância nos cargos de gerência das federações e confederações. Para o senador Cristovam Buarque, a falta de democracia nessas entidades é nociva ao esporte. “Cria-se uma confusão entre a pessoa e a entidade. Há entidades que não parecem mais entidades, mas o quintal de alguns dirigentes”, observa. Um dos casos mais emblemáticos é do próprio presidente do COB, Carlos Arthur Nuzman, em 2016, ele completará 21 anos a frente da Confederação.

O ministro do Esporte, Aldo Rebelo, chegou a anunciar que editaria uma portaria para impedir o repasse de recursos públicos a entidades sem alternância de poder. Porém, não levou a ideia adiante, justificou que não haveria tempo hábil. Em reação a atitude do ministro, Romário soltou uma nota e pediu que ele não recuasse. A atitude de Romário gerou um efeito cascata e vários atletas e ex-atletas fizeram coro com o Baixinho. Raí (fuebol), Ana Moser (vôlei), Hortência (basquete) e Lars Grael (vela) foram alguns que se manifestaram em nome da associação Atletas pela Cidadania. Este ano, o grupo de atletas sugeriu uma emenda à MP 620, que foi apresentado no Senado e aprovada no Congresso Nacional.