Notícias

Câmara aprova projeto que cria cota para negros em concursos públicos

Publicado em 28 de Março de 2014 às 15:44

O Plenário aprovou nesta quarta-feira, com 314 votos favoráveis e 36 contrários, projeto que reserva vinte por cento das vagas em concursos públicos federais para negros. Segundo o texto, poderão concorrer às vagas aqueles que se autodeclararem pretos ou pardos. A previsão é que as cotas vigorem por dez anos a partir do momento em que o texto virar lei, e as novas regras não se aplicarão a concursos que já tiverem editais publicados.

Relator na Comissão de Constituição e Justiça, o deputado Leonardo Picciani, do PMDB do Rio de Janeiro, defende que as cotas ainda buscam sanar consequencias do período em que o país escravizou a população negra.

“É uma grande vitória do Brasil, o reencontro do Brasil com sua história, o Brasil foi o último país do mundo ocidental a abolir a escravatura. Isso traz consequencias pra população negra até hoje.”

A proposta sofreu resistências em plenário. Um dos oponentes às cotas é o deputado Marcos Rogério, do PDT de Rondônia. Para ele, o texto é inconstitucional.

“Essa é uma proposta inconstitucional, que fere a Constituição Federal que estabelece como garantia a isonomia. O artigo 5º diz que todos são iguais sem distinção de qualquer natureza.”

Os deputados também aprovaram proposta que cria oito cargos em comissão no Ministério da Cultura, e projeto que permite porte de arma a agentes penitenciários e guardas portuários.

Com as aprovações desta quarta, agora apenas um projeto com urgência vencida tranca a pauta. A proposta reabre prazo pra renegociação de dívidas de faculdades.

O plenário aprovou, ainda, a redação final do novo Código de Processo Civil. O projeto, que tem como objetivo tornar o acesso à justiça mais rápido, cria mecanismos como a possibilidade de o juiz juntar ações de mesmo conteúdo numa só, pra dar uma única decisão, que servirá de base pra futuras ações. Todas as propostas aprovadas nesta quarta-feira pelos deputados, seguem para votação no Senado.

Fonte: Rádio Câmara